sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

LIVRO PARA LEITURA


Basta que clique no site abaixo para LER o livro:

http://www.esnips.com/doc/f1ed2b8c-d83d-42c2-b82c-d33a14f8a4ce/Leo-Huberman---Historia-da-Riqueza-do-Homem

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

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BIBLIOGRAFIA PARA TRABALHO EM 2009

Prezado Aluno do Segundo Ano,

Durante nosso curso em 2008 e mesmo este ano, continuaremos a indicar capitulos do livro de Huberman, A História da Riqueza do Homem, considerado um dos clássicos da História Econômica nas escolas de Segundo Gráu e cursos universitários de Economia e Administração, por sua linguagem simples e reveladora dos fatos economicos.
É fundamentalmente a história européia em uma visão crítica, onde o historiador Leo Huberman estuda desde a Idade Média até o nascimento do nazi-fascismo, neste livro que é considerado um clássico da história moderna.

Neste projeto você pode retirar o livro gratuitamente desde que você possua também o programa Shareaza em seu computador ou Drea Mule:


http://www.livrosparatodos.net/downloads/historia-da-riqueza-do-homem.html


Indicarei especialmente para leitura e avaliação o capitulo:
A Velha Ordem Mudou, que trata especificamente das Revoluções Burguesas

sábado, 11 de outubro de 2008

ILUMINISTAS NOTÁVEIS


Bento de Espinosa (1632–1672), filósofo neerlandês, com ascendência judaica portuguesa. É considerado o precursor das correntes mais radicais do pensamento iluminista. Escrito mais importante: Tratado Teológico-Político (1670).

John Locke (1632 - 1704), filósofo inglês. Escritos mais importantes: Ensaio sobre o entendimento humano (1689); Dois tratados sobre governo (1689).

Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède e de Montesquieu (1689-1755), filósofo francês. Notabilizou-se pela sua teoria da separação dos poderes do estado(Legislativo, Executivo e Judiciario), a qual exerceu importante influência sobre diversos textos constitucionais modernos e contemporâneos. Escrito mais importante: Do Espírito das Leis (1748).

Voltaire (codinome de François-Marie Arouet)(1694-1778), Defendia uma monarquia esclarecida.Filósofo francês, era déista(acreditava que para chegar a Deus não era preciso a igreja, e sim a razão). Notabilizou-se pela sua oposição ao pensamento religioso e pela defesa da liberdade intelectual. Escritos mais importantes: Ensaio sobre os costumes (1756); Dicionário Filosófico (1764)Cartas Inglesas.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), filósofo francês. Escrito mais importante: Do Contrato Social.

Denis Diderot, (1713-1784), filósofo francês. Elaborou juntamente com D'Alembert a "Enciclopédia ou Dicionário racional das ciências, das artes e dos ofícios", composta de 33 volumes publicados, pretendia reunir todo o conhecimento humano disponível, que tornou-se o principal vínculo de divulgação de suas idéias naquela época. Também se dedicou à teoria da literatura e à ética trabalhista.

Adam Smith (1723-1790), economista e filósofo escocês. O seu escrito mais famoso é A Riqueza das Nações.

REFORMA OU REVOLUÇÃO?

(O prédio da Bastilha, símbolo na luta dos revolucionários)

O pensamento dos "phillosophes", como eram conhecidos os ilumi nistas, não tinha como propósito conduzir a uma revolução. Os iluministas propunham a reforma do Estado, submetendo as monarquias absolutistas às restrições emanadas das leis aprovadas pelos parlamentos ou assembléias de representantes do povo. Eles consideravam necessário educar "os monarcas, a fim de que estes pudessem preservar os direitos do cidadão e a liberdade do indivíduo.
Do ponto de vista econômico, os iluministas criticavam os monopólios, as restrições à produção de mercadorias por corporações de ofício, as leis de proteção a determinado número de indústrias e a intervenção do Estado na economia, considerada desnecessária.
O modelo da reforma era a Inglaterra, que após a Revolução Gloriosa de 1689 manteve a Monarquia, porém com o poder controlado pelo Parlamento, formado por nobres e burgueses preocupados na defesa de seus interesses, tais como a propriedade, a liberdade de opinião e o poder de legislar.
As idéias liberais dos iluministas tiveram grande penetração na França, onde um Estado falido e uma aristocracia apegada a seus privilégios tentavam, de todos os modos, oporem-se às mudanças exigidas pela burguesia e pelo povo. Na Revolução Francesa de 17891 os princípios iluministas surgiram resumidos no lema revolucionário:
"Liberdade, Igualdade e Fraternidade."
No continente americano, as idéias liberais serviram para orientar os movimentos pela independência política das colônias.

FISIOCRATISMO: OS FISIOCRATAS E O LAISSEZ FAIRE

(Turgot)



"Assim como o universo e o corpo humano eram regidos por leis naturais, a economia também o era, tornando-se pois desnecessária qualquer regulamentação feita pelo Estado."

“...laissez faire, laissez passer, le monde va de lui-même...”

Laissez-faire é parte da expressão em língua francesa "laissez faire, laissez aller, laissez passer", que significa literalmente "deixai fazer, deixai ir, deixai passar". Esta frase é legendariamente atribuída ao comerciante Legendre, que a teria pronunciado numa reunião com Colbert, no final do século XVII.
O “laissez faire” tornou-se o chavão do liberalismo na proposta mais pura de capitalismo de que o mercado deveria funcionar, isto é, livremente, sem interferência.
Liberdade tanto por parte da produção como na circulação de mercadorias, a concepção maior da “liberdade de mercado”. Frase que se tornou dominante nos Estados Unidos e nos países europeus durante o final do século XIX até o início do século XX.
O Fisiocratismo foi uma teoria econômica, e não propriamente uma doutrina como muitos sugerem, que surgiu na Europa na segunda metade do Séc. XVIII em oposição às idéias e práticas defendidas pelos mercantilistas.
As crises econômicas e os entraves ao desenvolvimento provocado pelas barreiras alfandegárias impostas pelo Mercantilismo associadas ao forte aumento populacional e conseqüente aumento da procura de bens alimentares constituíram nas duas principais razões para que resultassem no descrédito do mercantilismo e constitui-se advento momentâneo do fisiocratismo.
Segundo os fisiocratas, a verdadeira riqueza dos países encontra-se na agricultura e não na quantidade de metais preciosos como defendia o Mercantilismo. Segundo os fisiocratas, dos quais se destacam os franceses Quesnay, um médico da corte de Luiz XV, e Turgot, economista e político,pois seria segundo eles da agricultura que dependiam todas as restantes atividades econômicas, pelo que o Estado deveria estimular o trabalho da terra, suprimir os direitos senhoriais e abolir o seu intervencionismo e todos os entraves à produção e ao comércio (em especial dos produtos agrícolas). Paralelamente, o Estado deveria atuar na valorização da agricultura através da utilização de novos instrumentos e técnicas agrícolas (mecanização, adubação e irrigação), conquista de novas áreas cultiváveis (arroteamento de flores e baldios e drenagem de pântanos), substituição do sistema de baldio pela cultura de forragem e ainda através da seleção de sementes e animais. Estas novas técnicas agrícolas associadas à mecanização estiveram na base da denominada "Revolução Agrícola" iniciada em Inglaterra na segunda metade do Séc. XVIII.
Uma experiência de conduzir a economia segundo a doutrina fisiocrática, foi realizada por Anne-Robert-Jacques Turgot, ministros das finanças em 1774 resultou em fracasso.
Como ministro, Turgot procurou diminuir a ação do Estado na economia, aperfeiçoando o sistema de arrecadação , abolindo algumas corvéias e facilitando o comércio de cereais. Nessa época, existiam barreiras alfandegárias entre as diversas regiões do país, que dificultavam a comercialização e a circulação de mercadorias. O ministro decretou:
“...que livre a todas as pessoas ... exercer a espécie de comércio e as profissões artesanais que queiram...”
Turgot tentou fazer uma reforma fiscal para que a aristocracia pagasse impostos, assim como os demais franceses. Mas, enfrentou uma forte oposição das classes privilegiadas, sendo demitido em 1776 e suas medidas revogadas, agravando a crise financeira da monarquia.
Com a demissão de Turgot, desapareceu a influencia dos fisiocratas, mas não o ideal que iria caracterizar as doutrinas econômicas doravante.
Devido às suas características liberais, o Fisiocratismo enquanto experiência econômica encontra na origem do modelo liberalismo econômica que triunfou na Europa a partir do Séc. XIX e foi teoricamente revelado pelos ensaios de Adam Smith e outros pensadores.


(Quesnay)

OS SUB-LITERATOS

Durante o século XVIII, existiram na frança, à margem dos grandes pensadores iluministas, numerosos escritores que, por não conseguirem destaque para as suas obras, viviam no submundo, misturados a vigaristas, espiões da polícia. Em suas obras, mostravam um monarca indolente, cercado por auxiliares medíocres e corruptos. Suas denúncias apontavam para a podridão do regime, desmoralizando a monarquia diante dos súditos.
Livros como "Memoire sur la Bastilhe" de linguet, e "Letres de cachet et prisons d'État", de Mirabeau, denunciavam como os prisioneiros eram tratados, revistados e atirados em cubículos fétidos, sem direito a julgamento, dormindo em colchões comidos por traças, enfrentando carcereiros violentos e tendo uma péssima alimentação. Esse livros , mesmo não tendo um programa de reforma para o Estado francês, denunciavam o poder ilimitado das autoridades que podiam meter na cadeia qualquer cidadão, sem julgamento, com uma simples "lettre de cachet".
Ao denunciarem as arbitrariedades, o desperdício, o parasitismo da corte, que custavam enormes somas ao Estado e mais impostos sobre a população , os sub-literatos tornavam as instituições do Antigo Regime desacreditadas, enfraquecendo os mitos de justiça e de equilíbrio que legitimavam o Monarca ais olhos do povo.